sábado, 29 de maio de 2010

Doar medula óssea

Um transplante é a transferência de células, de tecidos, de orgãos vivos ou enxertos de partes do corpo, de uma pessoa (dador) para outra (receptor), com finalidade de restabelecer uma função do organismo totalmente ou parcialmente perdida.

O transplante de medula óssea é o método que oferece alguma possibilidade de cura em determinadas doenças malignas, para as quais não há outro tratamento mais eficaz e curativo. Porém, o transplante só é possível em determinados casos específicos e geralmente é melhor suportado em doentes mais jovens.

Ao contrário do que pode parecer, o transplante de medula óssea não implica uma intervenção cirúrgica. É feito como uma transfusão de sangue, pois é realizado através de um tubo ou cateter colocado numa veia.

As células transplantadas circulam no organismo do doente e vão instalar-se nos locais que mais favorecem o seu desenvolvimento, ou seja o interior dos ossos.

Em geral, o dador é um familiar do doente, quase sempre um irmão ou uma irmã. Contudo, este transplate também pode ser feito através de um dador voluntário de medula óssea.

As células presentes no cordão umbilical, células estaminais, também têm capaidade de regenerar a medula óssea, sendo também utilizadas, em certas circunstâncias, em crianças com leucemia. Hoje em dia, já existem alguns bancos de preservação de células estaminais do cordão umbilical.
Para se doar medula óssea basta:
- Ter entre 18 e 45 anos;
- Ser saudável;
- Ter peso mínimo de 50 kg;
- Nunca ter recebido uma transfusão de sangue.

É um gesto tão simples, mas tão IMPORTANTE!

AJUDE QUEM PRECISE! ELES PRECISAM DE NÓS!

Angariação de Fundos

No total conseguimos angariar cerca de 263 euros. Com a venda dos pins fizemos 160 euros (mais 10 euros do que o esperado), com a caixa colocada no bar dos professores fizemos, aproximadamente, 38 euros e, na Festa das Flores, com a venda das rifas fizemos à volta de 65 euros.

A Nestlé doou-nos ainda duas caixas de chocolates e outras empresas, como a Pescanova e a Peugeot, ofereceram-nos brindes para podermos doar às crianças do IPO.

Festa das Flores - 22 de Maio

A Festa das Flores realizou-se no passado dia 22 de Maio, na Casa Animada, em Massamá. Esta festa teve a colaboração da Junta de Freguesia e da Universidade Sénior de Massamá.

Nesta festa, o nosso grupo vendeu rifas, fez jogos e vendeu pins alusivos ao projecto, enquanto que o grupo do Alzheimer ficou encarregue da comida e da bebida.

Angariámos, assim, cerca de 90 euros que reverterão totalmente a favor das crianças com leucemia.

Leucemia Infantil e os Tatamentos Possíveis

Leucemia Infantil:
A leucemia é a doença oncológica que mais afecta as crianças e, como cancro que é, implica danos profundos a vários níveis, podendo ter repercussões a nível do desenvolvimento destas.
Quando a criança tem leucemia, as primeiras queixas são semelhantes às observadas noutras doenças. A criança pode começar por ter apenas cansaço, falta de apetite ou febre. Estes sintomas, porém, não são explícitos de nenhuma doença em concreto, porque a maioria das crianças quando se encontra um pouco debilitada apresenta estes mesmos sintomas.


Tratamentos:

- Quimioterapia
Chama-se quimioterapia ao tratamento feito com medicamentos especiais, cuja função é actuar nas células dos tumores, visando destrui-las, impedindo o seu crescimento e aliviando os sintomas causados pela doença.
Infelizmente, os medicamentos também actuam sobre as células normais. De entre estas as mais atingidas são as do tubo digestivo, folículos capilares, medula óssea e sistema reprodutor.

- Radioterapia
É um tratamento com raios X de alta tecnologia.
Tal como a quimioterapia, a radioterapia também se destina a destruir células anormais. Contudo, na radioterapia existem raios que se aplicam não pelo corpo todo, mas sim em áreas localizadas do organismo.
Por outro lado, é um tratamento que tem muitas sequelas a médio e a longo prazo, tornando-a pouco indicada especialmente em pediatria. Uma outra limitação, é que as crianças durante este tratamento, têm que ficar quietas durante um grande período de tempo, o que é difícil de conseguir, sobretudo com crianças pequenas.

- Transplante de Medula Óssea
A medula óssea é um material esponjoso encontrado no centro dos ossos.
Esta produz diferentes tipos de células sanguíneas. Cada tipo tem uma função especial:
> Os leucócitos (glóbulos brancos) ajudam a combater as infecções;
> As hemácias (glóbulos vermelhos) transportam oxigénio para os tecidos;
> As plaquetas ajudam na coagulação do sangue, que controlam as hemorragias.
Por consequência, os médicos começaram a optar pelo transplante de medula óssea, em vez de quimioterapia ou de radioterapia.
Este transplante tem como objectivos repor a capacidade do organismo de fabricar células sanguíneas normais, depois de se ter destruído por completo a medula óssea doente.
Os dadores, que têm mais probabilidade de serem compatíveis, são os irmãos das crianças, porque as células destes não são reconhecidas como “estranhas” e, portanto, não são rejeitadas pelo sistema de imunitário, o que faz com que o transplante tenha mais probabilidade de ter sucesso.
O transplante de medula representa um dos maiores avanços da ciência nesta doença.
Curam-se hoje em dia, com sucesso, 60% das crianças com leucemia linfática aguda, e cerca de 30% dos adultos com esta doença.
Cerca de 75% das crianças com leucemia acabam por se curar!

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Entrevista com a Dra. Ana Teixeira (IPO)

1. Quais os tratamentos mais adequados?
Os tratamentos oncológicos incluem quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Podem ser utilizados individualmente ou em conjunto, para potenciar os efeitos de cada um. O tratamento da maioria das doenças oncológicas está padronizado internacionalmente, e realiza-se de forma semelhante nos países ocidentais.

2. Tem havido alguma evolução na área do diagnóstico e dos tratamentos?
Os tratamentos estão sempre a ser actualizados. Habitualmente, cada vez que surge uma nova terapêutica, é testada em grandes grupos de doentes e os resultados são avaliados alguns anos depois.

3. Na maioria das situações, a cirurgia é eficaz?
Não. Ao contrário dos adultos, só muito raramente os tumores em Pediatria são tratados apenas com cirurgia. Geralmente, faz-se primeiro quimioterapia para diminuir as dimensões dos tumores sólidos que só depois são operados. Chama-se a isto fazer quimioterapia neoadjuvante. Permite cirurgias mais simples e mais eficazes.

4. Como reagem os pais à notícia de que os seus filhos têm leucemia?
Com tristeza, revolta por não conseguirem perceber a razão do aparecimento da doença, e angústia pelo futuro.

5. Como é acompanhar uma criança com leucemia?
É fazer com ela e a sua família um longo caminho de dois anos de análises, consultas e tratamentos (alguns em internamento, a maioria em ambulatório). Em dois anos acontecem muitas coisas nas vidas de todos nós. Há momentos mais tristes e outros mais felizes. Cerca de 70 a 80% das leucemias agudas na infância são curáveis.

6. Quando não há nada a fazer...
Conversamos com os pais e a família. Discutimos todas as hipóteses possíveis de tratamentos alternativos. É importante que fique claro para todos que todas as hipóteses foram esgotadas. Ajudamos os pais a iniciar um processo de aceitação do inaceitável (a morte de um filho).

7. Como é que os pais lidam com a morte?
Com profunda tristeza. Ao contrário das mortes acidentais, a morte em Oncologia tem algo de anunciado. Raramente é uma surpresa. Vai-se aprendendo. Nunca se aceita.

8. Qual é o papel do médico?
Cuidar e aliviar sempre. Curar quando é possível. Organizar os apoios possíveis: apoio escolar, apoio da Segurança Social, apoio psicológico, etc.

9. Qual foi o caso mais marcante que já teve?
Não tenho. De alguma forma, todos são marcantes. Tive uma doente que trazia uma varinha de condão para a consulta e transformava o hospital num palácio ou num hotel. Nunca me vou esquecer da varinha de condão.

10. Como é que reagiu quando o seu primeiro doente faleceu?
Viveu o tempo possível. Esteve pouquíssimo tempo internada (era o que ela queria) e passou a maior parte do tempo em casa (com os seus brinquedos e as suas coisas). Conseguimos ir controlando as dores sem internamentos. Fez-se tudo o que era possível. Não ficou nada por fazer.

11. Como é que lida com a morte das crianças?
A morte de uma criança é uma aberração da vida. Os mais velhos devem morrer antes dos mais novos. Devia ser uma lei. Devia ser proibido que assim não fosse. Acho que a vida, às vezes, não faz sentido nenhum, e que controlamos muito menos coisas do que pensamos. É preciso aprender a aceitar em vez de estarmos sempre a exigir e a esperar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Visitas à Liga Portuguesa Contra o Cancro

Durante as visitas às instalações da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) tivemos oportunidade de conhecer os mais variados serviços em que a liga está presente.
Serviços como:
  • Café com leite - é um serviço destinado a distribuir leite, café, chá, bolachas, mas também, com o objectivo de passar a mensagem "Não está sozinho!";
  • Cabeleireiro - é o espaço onde as mulheres com cancro (sujeitas a quimioterapia) podem cortar o cabelo e partilhar experiências. Há disponiveis para todas as mulheres lenços, perucas e outros acessórios para as fazer sentir mais femininas e terem mais auto-estima;
  • Biblioteca - serviço que disponibiliza jornais, revistas e livros, proporcionando aos doentes momentos de distracção e de alegria;
  • Costura - local destinado à produção das próteses mamárias provisórias e xailes para distribuir no natal, a aulas de maquilhagem e ao armazenamento de roupa.

Os serviços anteriormente referidos são referentes apenas à LPCC.

Outros espaços:

  • Lions - pavilhão que funciona como uma sala de espera interactiva para as crianças e até para os pais, que possuí as mais variadas distracções como playstation, jogos de mesa, magalhães com acesso à internet, livros, material para trabalhos manuais. Estas actividades são acompanhadas por educadoras (IPO) e voluntárias (LPCC);
  • Piso 7 do IPO - este piso é destinado, unicamente, ao internamento de crianças, onde estão também presentes voluntárias da LPCC para interagir com as crianças, nomeadamente, na sala de actividades.

Estes espaços pertencem ao IPO, mas a LPCC está envolvida.