sábado, 29 de maio de 2010

Leucemia Infantil e os Tatamentos Possíveis

Leucemia Infantil:
A leucemia é a doença oncológica que mais afecta as crianças e, como cancro que é, implica danos profundos a vários níveis, podendo ter repercussões a nível do desenvolvimento destas.
Quando a criança tem leucemia, as primeiras queixas são semelhantes às observadas noutras doenças. A criança pode começar por ter apenas cansaço, falta de apetite ou febre. Estes sintomas, porém, não são explícitos de nenhuma doença em concreto, porque a maioria das crianças quando se encontra um pouco debilitada apresenta estes mesmos sintomas.


Tratamentos:

- Quimioterapia
Chama-se quimioterapia ao tratamento feito com medicamentos especiais, cuja função é actuar nas células dos tumores, visando destrui-las, impedindo o seu crescimento e aliviando os sintomas causados pela doença.
Infelizmente, os medicamentos também actuam sobre as células normais. De entre estas as mais atingidas são as do tubo digestivo, folículos capilares, medula óssea e sistema reprodutor.

- Radioterapia
É um tratamento com raios X de alta tecnologia.
Tal como a quimioterapia, a radioterapia também se destina a destruir células anormais. Contudo, na radioterapia existem raios que se aplicam não pelo corpo todo, mas sim em áreas localizadas do organismo.
Por outro lado, é um tratamento que tem muitas sequelas a médio e a longo prazo, tornando-a pouco indicada especialmente em pediatria. Uma outra limitação, é que as crianças durante este tratamento, têm que ficar quietas durante um grande período de tempo, o que é difícil de conseguir, sobretudo com crianças pequenas.

- Transplante de Medula Óssea
A medula óssea é um material esponjoso encontrado no centro dos ossos.
Esta produz diferentes tipos de células sanguíneas. Cada tipo tem uma função especial:
> Os leucócitos (glóbulos brancos) ajudam a combater as infecções;
> As hemácias (glóbulos vermelhos) transportam oxigénio para os tecidos;
> As plaquetas ajudam na coagulação do sangue, que controlam as hemorragias.
Por consequência, os médicos começaram a optar pelo transplante de medula óssea, em vez de quimioterapia ou de radioterapia.
Este transplante tem como objectivos repor a capacidade do organismo de fabricar células sanguíneas normais, depois de se ter destruído por completo a medula óssea doente.
Os dadores, que têm mais probabilidade de serem compatíveis, são os irmãos das crianças, porque as células destes não são reconhecidas como “estranhas” e, portanto, não são rejeitadas pelo sistema de imunitário, o que faz com que o transplante tenha mais probabilidade de ter sucesso.
O transplante de medula representa um dos maiores avanços da ciência nesta doença.
Curam-se hoje em dia, com sucesso, 60% das crianças com leucemia linfática aguda, e cerca de 30% dos adultos com esta doença.
Cerca de 75% das crianças com leucemia acabam por se curar!

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